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2. Ondas gravitacionais lançam ouro no espaço

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  • Channel: news
Ondas gravitacionais lançam ouro no espaço

Uma descoberta de ouro. É assim que os astrónomos analisam a visualização inédita em telescópio das ondas gravitacionais. A colisão de dois buracos negros a 130 milhões de anos-luz da Terra gerou ondas gravitacionais responsáveis pela difusão no espaço de metais preciosos, como o ouro e a platina. Esta é uma prova fundamental de uma parte da teoria da relatividade de Einstein. A descoberta das ondas levou ao Prémio Nobel da física deste ano, mas esta é a primeira vez que a luz criada num evento de onda gravitacional foi vista através dos telescópios óticos. Até este momento, os cientistas apenas tinham escutado as ondas gravitacionais nos seus detetores. Este acontecimento marca uma nova fase no estudo das ondas gravitacionais e da própria origem dos planetas. As nuvens destas particulas preciosas irão começar a misturar-se com outros gases na galáxia, diluindo-se e, possivelmente ao fim de alguns milhões de anos, condensando-se no interior de novos planetas. Para o professor da Universidade de Harvard, Edo Berger, estes eventos são responsáveis pela criação de ‘massas preciosas’ de enorme dimensão. “De facto, a partir das propriedades da luz visível e infravermelha, concluímos que a massa de todos os elementos pesados produzidos neste único evento é 16.000 vezes a massa da Terra. Deste material estimamos que cerca de dez vezes a massa da Terra é apenas ouro e platina”. Este fenómeno de colisões de estrelas de neutrões, detectado pelos observatórios LIGO e VIRGO, em agosto, é considerado o terceiro momento na criação de matéria no universo. O Big Bang é considerado o início, sendo que o segundo passo dá-se com as estrelas, que são essenciais na formação das galáxias.


3. ESA Euronews: À procura das ondas que são uma "outra janela para o universo"

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ESA Euronews: À procura das ondas que são uma

Há cem anos, Albert Einstein declarava que o universo é atravessado pelas chamadas 'ondas gravitacionais'. Trata-se de ecos produzidos pela expansão inicial do universo, responsáveis por modulações no espaço e no tempo. Supostamente, essas ondas podem ajudar-nos a conhecer melhor fenómenos como os buracos negros. Mas tudo isto é ainda teórico, porque continuamos à procura de provas da sua existência. Se quisermos multiplicar as possibilidades de detetar estas ondas, temos de ir rumo ao espaço. Por isso, a Agência Espacial Europeia está a criar um módulo sem paralelo. Na verdade, o "LISA Pathfinder" não vai medir ondas gravitacionais. Vai sim testar a tecnologia para o fazer, que assenta em dois cubos de ouro platinado que flutuam livremente no interior do módulo para registar as mais pequenas alterações. Se funcionar, amplia-se a magnitude da missão, com três naves alinhadas através de lasers.