Search your favorite song for free



3. POESIA NA BOCA: "Itinerário do Sonho" de Caetano Lagrasta - na própria voz

POESIA NA BOCA:

Itinerário do Sonho Vidas pequenas como cadarços prendem-me os pés E se agora eu chorasse? No sono reencontro Tua sombra e meu desprezo - do livro O Fazedor

nothing at of , which is


4. POESIA NA BOCA: "O Grande Relógio" de Marcos Magoli - Voz: Adriana Aneli

POESIA NA BOCA:

O GRANDE RELÓGIO o grande relógio desta avenida não sabe nada do meu tempo do meu espaço não sabe nada do que me move e me comove dos fatos e das pessoas que carrego com todas as suas tragédias e utopias sob a luz do drama não sabe nada do meu corpo da minha linguagem do desejo que arde em febre e fogo como fome e gula na minha paixão o grande relógio desta avenida não sabe nada do que eu falo pelos poros pela língua com meu sexo ignora o que envolvo em minha pele e devolvo a outro corpo a outro corpo a outro corpo - Marcos Magoli

nothing at of , which is


5. POESIA NA BOCA: "Mural" de Margos Magoli - Voz de Adriana Aneli

POESIA NA BOCA:

MURAL .....Única te amo de uma vez por todas te amo por todas de uma vez - Marcos Magoli

nothing at of , which is


6. Poesia na Boca: Poemas de Sebastião Guimarães, na voz de Adriana Aneli

Poesia na Boca: Poemas de Sebastião Guimarães, na voz de Adriana Aneli

Solo fértil, também gera erva daninha Palavra certa é a que é entendida. Disse tanto que te amava e tanto repetia E não atentei que falava pro vazio. Desprego-me de mim Fico livre desta carcaça inútil Vou voar, como passarinho Esperar-te-ei, quando fizer novo ninho. Vou deixar pedaços de mim espalhados por aí, neste mundão de estrada que percorri. Tem muitos deles que não servem pra nada, foram os erros cometidos que não devem ser repetidos, mas que eu os cometeria de novo num repeteco de vida, por que são infalíveis. Outros também de nada valem, não teriam grande serventia, fazem parte da coisa boba que na rotina louca do dia a dia, escorregam fazendo lama como nos excessos de chuva, que é bom serem esquecidos. Mas como eu gosto muito de vocês, meus amigos e também de meus filhos, vou voar o vôo último, fazendo votos que caibam a vocês acharem os poucos pedaços que valhem algo e que neles tenham ficado presos o que de bom fiz na vida, especialmente quando amei sem medida. Fiquem com eles, repitam-os, com ardorosa alegria e nunca digam de onde veio a origem. - Sebastião Guimarães

nothing at of , which is


7. POESIA NA BOCA: Três poemas de Lázara Papandrea na voz de Adriana Aneli

POESIA NA BOCA: Três poemas de Lázara Papandrea na voz de Adriana Aneli

...e o vento me chega qual colibri que entra e beija um amor que dói. *** Meu amor tão bandido. A esperança em tua pele: -Esse quê de infinito que fere- Canções de não ter sido Cantadas no tecido dos teus poros. Em indecoro, minhas mãos já em fuga inquerem cansadas do aflito deste gozo. Cansadas deste gosto bendito de pão Nos teus olhos! *** Você que solta pássaros Favor conceder-me asas. - Lázara Papandrea

nothing at of , which is


8. POESIA NA BOCA: "Busco nas coisas" de Neuza Ladeira - Voz: Chris Herrmann

POESIA NA BOCA:

"Busco nas coisas" de Neuza Ladeira na voz de Chris Herrmann

nothing at of , which is


9. POESIA NA BOCA: Três poemas de Cairo Trindade - Voz: Chris Herrmann

POESIA NA BOCA: Três poemas de Cairo Trindade - Voz: Chris Herrmann

"Pequeno canto" "Soneto da infelicidade" "Prazer maior"

nothing at of , which is



11. POESIA NA BOCA: "Equinócio" de Marcelo Moro - na própria voz

POESIA NA BOCA:

Te faço poesia noite e dia Noite e dia iguais Grafites e cristais Chuva mansa e temporais Reza santa que judia Erva daninha que acaricia A pele, a mente, a alma vazia Som mágico que escapa da estrela fria E viaja no astral Em busca de um Deus Sol Que lhe dê um suspensório orbital E onde valha a pena ficar Até acabar a energia Até poder decidir sobre o humor da menina Que lhe sirva de ascendente Ou de decadente erro que cintila Renitente som ácido da espada do arcano Que lhe interrompe os planos E que se acendam as fogueiras - marcelo moro, Equinócio

nothing at of , which is


12. POESIA NA BOCA: "Tu Estrella" de Maite Voces - Voz: Adriana Aneli e música de SalamanRai

POESIA NA BOCA:

Tua Estrela Terás que deixar de acreditar Para ser verdade Terás que parar de querer Para amar Terás que cair Para curar tuas feridas E morrer mil vezes Para existir Deverás fechar os olhos Para ver E calar Para encontrar tua voz Dormir no bosque Para ouvir teu coração Morar no deserto Para encontrar outros Deverás, enfim. Aninhar-te na dor Para conhecer o gozo Enxergar o horror Para reconhecer a beleza Alojar o tigre Para ver o cordeiro E dar a tua roupa Para encontrar o ouro Deverás desnudar-te Para construir tua casa E andar andar indefeso Para forjar tua espada Saber que na lama Encontrarás tua estrela E no metal mais duro Os coração mais terno Deverás, enfim. Desmembrar-te Voltar para trás. - maite voces * tradução livre de poema musicado pela Banda SalamanRai. Assista ao videoclipe em: http://youtu.be/LPsT3a2tgRQ Tu Estrella Tendrá que dejar de creer Para ser fiel Tendrás que dejar de querer Para amar Tendrás que caer Para curar tus heridas Y morir mil veces Para ser Deberás cerrar los ojos Para ver Y callar Para encontrar tu voz Dormir en el bosque Para oir tu latido Arraigar en el desierto Para saber de los otros Deberás, en fin Anidar en el dolor Para conocer el gozo Mirar el horror Para saber de la belleza Alojar al tigre Para ver al cordero Y regalar tus ropas Para saber del oro Deberás desnudarte Para construir tu casa Y andar indefenso Para forjar tu espada Saber que en el barro Encontrarás tu estrella Y en el metal más duro El corazón más tierno Deberás, en fin Descuartizarte Volverte del revés Sevér led etrevlov

nothing at of , which is


13. POESIA NA BOCA: "Tríade"II de Adriana Aneli em sua própria voz

POESIA NA BOCA:

veio de um sonho distante poema rabiscado papel desimportou saiu voando a mulher chorou, resignada a moça procurou em seus destroços por suas calçadas mas uma sorriu, a única, sabia que o poema aguardava em qualquer canto da alma no coração da menina. - Adriana Aneli

nothing at of , which is



15. POESIA NA BOCA: "O Átomo de Carbono" de Alexandre Guarnieri - Voz: Adriana Aneli

POESIA NA BOCA:

o átomo de carbono (i) toda a vida contida numa exígua partícula, – desdobrável de si própria –, equilibrada sobre a mesma progressão desenfreada; deuses ferveram-na numa caldeira aquecida ante o clarão do big bang / cozendo-a por milênios, lenta, nas tripas da mais velha estrela / e lá, aprisionada, como o maior espetáculo da via láctea, além do limbo centígrado dos organismos bioquímicos, replicou-se a enzima de sua fina (e elástica) matematicidade // até que [...]

nothing at of , which is


16. POESIA NA BOCA: "Carta de Despedida" de Adriana Elisa Bozzetto na própria voz

POESIA NA BOCA:

Carta de despedida Adeus e me desculpe, Também não queria que fosse assim, tão de repente, Mas não pude aguentar Quis partir agora, durante a madrugada, quando O vento ainda pode brincar com meu cabelo E o orvalho refrescar meu rosto Não gastarei muito, pois Viajarei andando, para poder assim sentir Os galhos arranharem minhas roupas E a terra sujar minha pele Peço para não se preocupar, Irei para algum lugar onde Um olhar possa carregar as palavras e Um sorriso traduzir pensamentos Onde as dúvidas não existem E as certezas não condenam Se você quiser me visitar, Estarei onde as consciências se misturam E os mundos se completam Onde a igualdade é feita pelas diferenças E podemos ser selvagens por nossa natureza Não espero que você entenda, Mas quero que saiba que apenas cansei de viver pela aparência E que jamais deixarei de sentir sua falta Nem me arrependerei de ter escrito esta carta Com muito aperto, Deixo meus abraços e beijo - adriana elisa bozzetto

nothing at of , which is



18. POESIA NA BOCA: "Labirintite" de Alexandre Guarnieri - Voz: Adriana Aneli

POESIA NA BOCA:

labirintite simétricas, hélices ou asas-delta, o corpo entregue à gravidade zero, planando sob a “garagem hermética” da atmosfera, até que sobrevenha da queda, num átimo, decerto a consciência da doença, de que jamais se poderá confiar nas próprias pernas; segue-se a consulta médica, a escolha da droga, a hora do remédio, estima-se o efeito, o tempo de administração do medicamento; mais tarde, recobra-se o centro de gravidade, todos são bem-vindos ao refúgio do produto químico, injusto, sempre sujeito ao abuso: ridículo à primeira vista, dicloridrato de flunarizina ( vertix ou vertizine, nomes fantasia, ajustam o labirinto ) o que está aqui, admita-se : é equilíbrio convertido em pílula.

nothing at of , which is


19. POESIA NA BOCA: "A caminho" de Paulo Bentancur - Voz: Chris Herrmann

POESIA NA BOCA:

Um homem pisa o chão na manhã de terra batida. Nas margens crescem as ervas daninhas e algumas flores cujo nome ele ignora. O chapéu, cinza e poeira, pesa da umidade colhida na noite insone. O homem não tem aonde ir, nem mesmo uma origem. Caminhar é sua voz audível só para os cães que atravessam aqueles campos, suas surpresas de macegas. O cansaço o acompanha, esperando que ele pare. O sol derruba a si mesmo, o homem já cambaleia. Mas algo maior que a noite, algo agudo a transpassar a carne da madrugada, empunhado em sua mão dá-lhe o necessário equilíbrio. Reencontra o mesmo sol. Os cães já não escutam nada. - paulo bentancur, A Caminho

nothing at of , which is


20. Poesia na Boca: 'As Mãos da Cris', Adriana Aneli em homenagem a Cristina Arruda

Poesia na Boca: 'As Mãos da Cris', Adriana Aneli em homenagem a Cristina Arruda

As mãos da Cris tecem sonhos confeccionam poemas mãos que desenham o mundo As mãos da Cris resgatam o passado constroem o futuro delicadas linhas de rostos corpos paisagens As mãos da Cris segredam liberdade no labirinto de medo emprestam perfume colorem o cinza tão cinza Mãos únicas à luz e à sombra ganham asas doam asas a quem confia aperta entrelaça. - adriana aneli

nothing at of , which is